Rosácea | Dermatologia | Dr. Gustavo Medronha

Rosácea

 

A rosácea é definida como um quadro inflamatório crônico de causa ainda desconhecida. No entanto, é verificado envolvimento do sistema imunológico, predisposição familiar, além da participação de um ácaro presente na pele denominado Demodex folliculorum.

A doença acomete frequentemente mulheres de pele clara, sobretudo, na faixa etária de 30 e 60 anos.

Se caracteriza pela presença de ressecamento da pele, ardência, vermelhidão (eritema), pústulas e até nódulos, a depender do seu subtipo.

Quais são os fatores que agravam a rosácea?

Existem inúmeros gatilhos que pioram a rosácea, destacando-se:

- Extremos de temperatura (frio e calor intensos);
- Exposição solar;
- Vento;
- Alimentos quentes e condimentados;
- Bebidas alcoólicas;
- Estresse;
- Exercício físico aeróbico.

Quais são os subtipos de rosácea?

É possível classificar a rosácea de acordo com suas manifestações na pele:

- Eritêmato-telangiectásica – predomínio de telangiectasias (pequenos vasos dilatados) e vermelhidão na face.
- Pápulo-pustulosa – presença de pápulas e pústulas.
- Rosácea fimatosa – caracteriza-se predominantemente pelo aumento gradual do nariz, denominando-se rinofima, acometendo mais os homens.

Existem outras formas mais raras, como a rosácea granulomatosa de difícil tratamento, a qual é caracterizada por lesões nodulares e infiltradas.

Na imagem acima, observa-se aspectos característicos de rosácea, como vermelhidão e pápulas localizadas na região das bochechas.

A rosácea pode acometer outros órgãos?

Sim. A rosácea ocular é caracterizada por sinais e sintomas oculares, como ressecamento e irritação ocular, devendo-se ser tratada e acompanhada conjuntamente com o médico oftalmologista.

Como é feito o diagnóstico de rosácea?

O diagnóstico é realizado através da história e de exame físico do paciente. Em alguns casos, é necessário realizar biópsia da pele para afastar outras doenças de pele similares clinicamente.

Qual é o tratamento da rosácea?

Dependerá das manifestações clínicas e da gravidade da rosácea.

Primeiramente, precisa-se realizar uma rotina de cuidados com a pele através do uso de sabonetes e hidratantes suaves e específicos para pele sensível, além do uso diário de protetor solar.

Dentre o arsenal terapêutico, pode-se utilizar medicações para passar e, também, por via oral.

O uso de toxina botulínica, lasers e luz intensa pulsada podem ser indicados, especialmente, para tratar a vermelhidão e os pequenos vasos dilatados presentes na face.

Dr. Gustavo Medronha
Dermatologista

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