Psoríase | Dermatologia | Dr. Gustavo Medronha

Psoríase

 

A psoríase é uma doença crônica e não contagiosa que acomete 2% da população mundial. Sua causa é multifatorial, envolvendo predisposição genética, fatores ambientais e auto inflamação sistêmica.

A psoríase em placas ou vulgar é a apresentação mais comum e caracteriza-se por lesões de pele avermelhadas com descamação esbranquiçada, especialmente em cotovelos, joelhos, região lombar e couro cabeludo.

Dependendo da quantidade e da extensão das lesões de pele, pode-se classificá-la em diferentes gravidades.

Além da pele, a psoríase pode acometer articulações, ocasionando dor, edema (inchaço) e rigidez articular. Este quadro clínico é denominado de artrite psoriásica, sendo indispensável o acompanhamento conjunto e precoce com o médico reumatologista.

Além da psoríase em placas, quais as outras formas de psoríase?

Psoríase ungueal: acomete as unhas das mãos e dos pés.

Psoríase invertida: atinge as dobras da pele, como região axilar, virilha e região embaixo dos seios. É necessário diferenciá-la das demais condições de pele que surgem nessas regiões.

Psoríase gutata: provoca pequenas lesões descamativas em forma de gota. Geralmente, são desencadeadas por infecções bacterianas, como as de garganta.

Psoríase pustulosa: possui formas localizadas e generalizadas, sendo caracterizada pela formação de pústulas.

Psoríase eritrodérmica: é uma forma grave na qual as lesões acometem grandes extensões de pele.

Quais são os fatores de piora da psoríase?

Dentre os fatores que podem desencadear as lesões de psoríase estão o estresse emocional, infecções, medicações, clima frio, consumo elevado de álcool e tabaco.

Quais são os tratamentos disponíveis?

É sempre necessário manter a pele hidratada e evitar fatores de piora.

Como é uma doença inflamatória sistêmica, muitos estudos demonstraram o acometimento do sistema cardiovascular, como o risco aumentado de infarto agudo do miocárdio, se não tratada. Por isso, além do tratamento medicamentoso, é fundamental um estilo de vida saudável, o que inclui o controle do peso, a realização de atividades físicas e a alimentação balanceada.

Existem muitas opções de tratamento a depender da gravidade das lesões de pele.

Sobre o tratamento tópico (de passar), pode-se utilizar corticoides, derivados do alcatrão, imunomoduladores e análogos da vitamina D.

Já em relação às medicações sistêmicas (em comprimido ou injeções), metotrexato, acitretina e ciclosporina estão entre as opções. Possuem efeitos colaterais e contraindicações específicas. Então, é necessário exames de sangue e de imagem antes de iniciá-las, além do acompanhamento regular com o médico dermatologista.

Existem outras opções de tratamento, como fototerapia (exposição a luz ultravioleta em cabine com supervisão médica) e imunobiológicos. Geralmente reservados para casos específicos.

Dr. Gustavo Medronha
Dermatologista

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